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Sobre mim

Escrevo software há bastante tempo, mas a parte que sempre mais me atraiu nisso tudo não foi simplesmente o código. O que me prende até hoje é pegar problema real, contexto confuso, regra de negócio cheia de exceções e transformar isso em sistema que funcione de verdade para quem usa. Foi assim que minha carreira foi se moldando: menos fascinada por discurso e mais interessada em solução que aguenta a vida real.

Minha base técnica está em .NET, e grande parte do meu dia a dia passa por C#, ASP.NET Core, APIs, integrações e bancos de dados como SQL Server, MySQL e PostgreSQL. Em alguns cenários, isso também se estende para Redis, RabbitMQ, modelagem de dados, relatórios e, quando necessário, interface com HTML, CSS, JavaScript, jQuery, Bootstrap, Vue e Angular. Mas, se eu fosse resumir o que mais marcou minha trajetória, diria que foi a combinação entre profundidade técnica e proximidade com o negócio.

Ao longo dos anos, fui passando por desenvolvimento, análise, sustentação, desenho de solução, validação com usuários, coordenação e contato direto com stakeholders. Gosto muito desse ponto de encontro entre o que o negócio precisa, o que o usuário espera e o que faz sentido tecnicamente. Para mim, software bom não nasce só de uma stack bem escolhida; nasce de entendimento.

Esse jeito de trabalhar acabou se encaixando muito bem no uso de IAs para desenvolvimento (Claude, Codex, Gemini, Github Copilot e outras). Como tenho facilidade para conversar com áreas diferentes e detalhar requisitos com clareza, consigo acelerar bastante a execução explicando com precisão o que precisa ser feito. E, como trago bagagem em desenvolvimento, redes, bancos de dados, segurança e qualidade, também consigo acompanhar criticamente o que as IAs geram, corrigir fluxos e evitar que problemas passem despercebidos. Para mim, IA entrega mais valor quando encontra alguém capaz de orientar bem e revisar melhor ainda.

Nos últimos anos, meu trabalho ganhou um foco muito forte em HR Tech, especialmente em sistemas ATS (Applicant Tracking System). Foi nesse contexto que aprofundei minha atuação em produtos ligados a recrutamento e seleção, regras de negócio complexas, integrações, relatórios, qualidade de software e evolução contínua de sistemas que fazem parte da operação dos clientes. É um tipo de desafio que me agrada bastante, porque mistura arquitetura, processo, dados e entendimento real do problema.

Ao mesmo tempo, minha experiência nunca ficou restrita a um único segmento. Já trabalhei no desenvolvimento de sistemas para agronegócios, agências de publicidade, indústrias, área educacional e outras operações com necessidades bem diferentes entre si. Isso me deu uma visão mais ampla do que é desenvolver software: cada setor tem sua linguagem, suas urgências, seus limites e sua própria ideia de valor. Eu gosto justamente dessa travessia entre mundos diferentes.

Também tive a oportunidade de atuar como professor no ensino superior, e essa experiência deixou marcas importantes no meu jeito de trabalhar. Ensinar me obrigou a organizar melhor o pensamento, comunicar com mais clareza e tratar tecnologia como algo que precisa ser compreendido, e não apenas executado. Até hoje levo isso comigo, tanto nas conversas técnicas quanto na forma como escrevo, documento e compartilho o que aprendo.

Se eu tivesse que resumir meu jeito de trabalhar, diria que gosto de software com intenção: entender bem antes de construir, questionar o que for necessário, desenhar soluções sustentáveis e entregar algo que continue fazendo sentido depois que a empolgação inicial do projeto passa. Continuo estudando e escrevendo porque acredito que experiência não deveria endurecer a curiosidade; deveria ampliar repertório.

Se você chegou até aqui porque se interessa por tecnologia, produto, arquitetura ou por sistemas que precisam conversar com a realidade do negócio, provavelmente já temos bons assuntos para trocar.

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